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quarta-feira, 26 de março de 2014

Frei Fabretti será homenageado com Prêmio de Mérito Especial


por Fabiano Fachini - RS 21

Homenagem póstuma da 6ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor relembra o grande compositor católico Frei Fabretti,ofm

O Franciscano Frei Fabretti,ofm, é o homenageado da 6ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor, o maior prêmio nacional da música católica. Nesta edição, a Comissão Organizadora optou por uma homenagem póstuma, para valorizar e relembrar o belo trabalho musical desenvolvido pelo Frei.

O “Mérito Especial - Prêmio por uma Vida Inteira de Realizações” é um prêmio dedicado ao artista que no decorrer de sua carreira tem dado contribuições criativas de importância artística excepcional no campo da música católica. Já foram homenageados: Pe. Zezinho (2009), Banda Agnus Dei (2011), Ir. Míria T. Kolling (2012), Waldeci Faria (homenagem Póstuma 2013).

Frei Fabretti,ofm, é autor de canções que marcam a história da música católica. Entre elas estão: “Pelos Prados”, “Cantar a Beleza da Vida”, “A ti, meu Deus”, “Oração pela Paz”, “Eis-me aqui Senhor” entre outras.

Alguns versos das canções ficaram eternizados ao som de grupos de canto, ministérios de música e corais. É impossível apenas ler os refrãos abaixo, é preciso cantar!

Pelos Prados

Pelos prados e campinas verdejantes eu vou.
É o Senhor que leva a descansar.
Junto às fontes de águas puras repousantes eu vou.
Minhas forças o Senhor vai animar.

Cantar a Beleza da Vida

Vem dar-nos teu filho Senhor, sustento no pão e no vinho
E a força do Espírito Santo, unindo teu povo a caminho.


A ti, meu Deus

A ti, meu Deus, elevo meu coração,
Elevo as minhas mãos, meu olhar, minha voz.
A ti, meu Deus, eu quero oferecer meus passos e meu viver,
Meus caminhos, meu sofrer.

A Homenagem será realizada no dia 28 de maio, durante a premiação da 6ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor.

Acompanhe mais informações no site www.trofeulouvemos.com.br.

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sexta-feira, 7 de março de 2014

Papa Francisco recusa culto de personalidade


Imagem: Reprodução/Internet
Francisco concedeu entrevista ao jornal italiano «Corriere della Sera», num balanço do seu primeiro ano de pontificado

O Papa concedeu uma entrevista ao jornal italiano ‘Corriere della Sera’, publicada hoje, na qual manifesta o seu desacordo com o que qualifica como “interpretações ideológicas” do seu pontificado, iniciado a 13 de março de 2013.

“Gosto de estar com as pessoas, junto a quem sofre, ir às paróquias; não me agradam as interpretações ideológicas, uma certa mitologia do Papa Francisco, como quando se diz, por exemplo, que [o Papa] sai do Vaticano, à noite, para dar de comer aos sem-abrigo, na Avenida Ottaviano. Nunca pensei nisso”, refere, em resposta a uma questão sobre a ‘franciscomania’.

Francisco considera que a sua representação como “uma espécie de super-homem, uma espécie de estrela”, lhe parece “ofensiva”.

O primeiro pontífice sul-americano foi eleito pela revista Time como ‘personalidade do ano’ de 2013.

“O Papa é um homem que ri, chora, dorme descansado e tem amigos, como todos. Uma pessoa normal”, precisa Francisco.

Neste contexto, revela que mantém o hábito de telefonar a quem se lhe dirige, embora agora seja “mais difícil”, e dá como exemplo uma senhora de viúva, de 80 anos, que lhe escreveu quando perdeu o filho.

“Telefono-lhe todos os meses. Ela fica feliz, eu faço o meu papel de padre, que me agrada”, explica.

Francisco elogia o seu predecessor, Bento XVI, frisando que o Papa emérito “não é uma estátua num museu, é uma instituição”, que não mereceria “acabar numa casa de repouso”.

“Ele é discreto, humilde, não quer perturbar. Falamos disso e decidimos juntos que seria melhor que visse pessoas, que saísse e participasse na vida da Igreja”, adianta.

A entrevista aborda, entre outras questões, os casos de abusos sexuais por membros do clero, com o Papa a afirmar que “ninguém fez mais" do que a Igreja na luta contra a pedofilia, considerando-a "talvez a única instituição pública a reagir com transparência e responsabilidade" nesta matéria.

“Os casos de abuso são terríveis porque deixam feridas profundíssimas. Bento XVi foi muito corajoso e abriu um caminho e a Igreja fez muito, nesta estrada, talvez mais do que todos”, sustenta.

Francisco é questionado sobre a sua forma de governar a Igreja e, em particular, sobre o fato de aparentemente decidir “sozinho”.

“O Papa não está só no seu trabalho, porque é acompanhado e aconselhado por muitos, seria um homem só se decidisse sem ouvir ou fingindo ouvir. Há um momento, contudo, quando se trata de decidir, de assinar, no qual está só com o seu sentido de responsabilidade”, revela.

Admitindo que não gosta de “balanços”, Francisco adianta que este primeiro ano de pontificado começou sem “qualquer projeto de mudança da Igreja”.

“Não esperava esta mudança de diocese, digamos assim. Comecei a governar procurando colocar em prática o que surgiu nos debates entre cardeais nas várias congregações [pré-conclave]”, sublinha.

Jorge Mario Bergoglio, de 77 anos de idade, foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março do último ano, após a renúncia do agora Papa emérito.

Fonte: Observatório Católico

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