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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cristofobia uma aversão ao Cristianismo


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(Imagem: Reprodução/Internet)

por André Luis Botelho de Andrade *

Cristofobia é um termo “politicamente incorreto”, ou seja, é mais um daqueles que um senso ideologicamente comum estabeleceu como inadequado. Ao dizê-lo, parece que o cristão se tornou intolerante com as críticas e fechado ao diálogo; uma apelação fundamentalista. Será?

Fobia é a “rejeição patológica de algo”, ou seja, rejeitar algo sem que se tenham motivos ou razão para isso; é uma aversão. No caso em questão, seria uma aversão ao cristianismo. A diferença entre uma rejeição legítima e uma aversão é a falta de coerência nos motivos, a desproporcionalidade entre o nível de rejeição e a realidade. O sinal de fobia se dá quando, para o fóbico, as coisas relativas a isso têm significado desproporcional com a realidade. Ninguém chama de fobia a rejeição a um assassino com uma arma na mão, porque o perigo que ele oferece é uma realidade. Mas existe a famosa aracnofobia, porque a aversão a uma aranha é desproporcional, sendo que sua ameaça e até seu tamanho ficam gigantes aos olhos do aracnofóbico.

Daí, podemos perguntar se existe uma cristofobia hoje. Algumas desproporcionalidades e incoerências fazem sugerir que sim:

- Propagar suas idéias políticas é “propaganda eleitoral”; vender um produto é “propaganda publicitária”; divulgar a sua fé é “proselitismo”, no pior significado da palavra.

- Falar mal do Papa é bonito, sinal de uma crítica aberta e esperta; colocar em questão o comportamento gay é homofobia.

- Notícia de homossexuais agredidos é sempre motivo a mais para uma lei contra homofobia; mendigos assassinados em Goiânia é ao menos notícia de jornal; milhares de cristãos assassinados pelo mundo, nem notícia é.

- Opinião do cientista, que no máximo propõe hipóteses, é verdade absoluta; opinião do padre e do pastor é sempre tendenciosa (se ele é cientista, tem que esconder que é padre ou pastor para ser lido ou ouvido com respeito em meios seculares).

- Violência em nome de uma causa de esquerda é um ato de coragem em nome da nobre causa revolucionária; violência em nome de valores conservadores ou religiosos é terrorismo.

- Usar o símbolo da Nike no boné é chique; usar um crucifixo em alguns países da Europa é patético e agressão à consciência alheia.

- Extravagâncias da Lady Gaga são fashion; extravagâncias do Feliciano são fundamentalismo.

- Um sinal religioso em lugar público fere a laicidade; uma obra de arte no mesmo lugar que propaga qualquer ideia, mesmo que maluca, é chique (porém, ambos fazem cultura)

- Questionar as religiões afro pode ser crime de racismo;  falar mal do cristianismo e da Igreja Católica é ter cabeça aberta, Bandas de Deth-Metal e Black-Metal incitando ódio contra os cristãos é cultura.

- Dinheiro público para passeatas ideológicas e ONGs que invadem terras pelo país são investimento na causa social; dinheiro público para evento religioso fere a consciência de todos…

- Grandes empresas estampam com orgulho seu patrocínio a um time de futebol; patrocinar um evento religioso é perigoso e inadequado à imagem das empresas.

- A Revolução Francesa em poucos anos mandou para a guilhotina, sem o menor critério, inúmeros padres, religiosos e outros; no entanto, ela é lembrada com orgulho no meio cultural. Mas o mal da história da humanidade é a Igreja Católica que, após criterioso processo à luz dos métodos da época, entregou em séculos um número não tão grande (quanto se fala) de hereges às fogueiras.

- Em algum cursinho pré-vestibular, alguém ouviu falar das inúmeras heranças da Igreja Católica à humanidade? Respeito e cuidado com os pobres, viúvas, imigrantes e doentes; o fim das barbaridades dos tempos da Antiguidade e dos bárbaros; a dignidade da mulher e do índio; a preservação da cultura e estímulo à ciência nos mosteiros; as escolas ao lado das paróquias com mestres que eram os sacristãos; a universidade que surgiu de bula papal; o Direito Internacional, berço de normas eclesiais para os Reinos da Idade Média chamadas de “humanização da guerra”; a Declaração Universal dos Direitos Humanos (carta de 1948-ONU)que se fundamenta nos valores cristãos etc.

Anticlericalismo existe desde o Renascimento; e isso ninguém discute. Mas a discordância legítima do anticlerical se transformou em algo realmente desproporcional. As incoerências denunciam que vivemos num tempo em que a sadia laicidade do Estado é interpretada como aversão ao religioso, a tal ponto que existe, sim, uma fobia ao religioso, ao cristão. Ficar escondendo isso em nome do diálogo, será que produz paz? Tanto o religioso como o laico ateu e agnóstico deveriam se esforçar para olhar as coisas como são na realidade, para que a sociedade de hoje não deixe entrar na sua casa o assassino preocupado em matar a aranha que se arrasta pelo chão.

*André Luis Botelho de AndradeFundador e Moderador da Comunidade Pantokrator
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