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sábado, 3 de dezembro de 2011

“Não porque pretendamos dominar sobre a vossa fé. Queremos apenas contribuir para a vossa alegria, porque, quanto à fé, estais firmes”. (II Cor 1,24). “O Espírito sopra onde quer”, bem o sabemos. Esse sopro, porém, embora livre, nunca atua de modo a gerar uma dispersão que divida os elementos vocacionados pelo Espírito para cumprir os Seus propósitos. “A sua vontade é a unidade”, nos dizia Bento XVI no Pentecostes de 2006, na homilia dirigida aos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades. Seu livre sopro sempre provoca, suscita, gera e promove a unidade desejada por Deus (mesmo em meio à mais perceptível diversidade). Num campo de batalha, iniciativa e criatividade são critérios que freqüentemente determinam o sucesso de uma ação militar. Mas, decididamente, a falta de disciplina torna os envolvidos naquela ação em presas fáceis do inimigo, que, no nosso caso, é astuto, tentador, traiçoeiro, dissimulador, insistente, incansável, e...impiedoso! A Renovação Carismática Católica se auto-define, em seus Estatutos (Internacionais e Nacionais) como “um Movimento não uniforme e nem unificado...”. Essa marca do Movimento é característica e decorrente dessa liberdade absoluta do Espírito. No entanto, há um eixo, um núcleo fundamental inerente à identidade própria do Movimento que precisa não apenas ser observado por todos os seus membros, como também protegido, cultivado, estimulado e assumido como condição essencial para a sobrevivência do carisma que nos foi outorgado por Deus ao vocacionar essa expressão de Igreja chamada Renovação Carismática. Pois, um movimento eclesial garantirá sua pertinência no seio da Igreja e será tanto mais fértil, fecundo e frutuoso quanto mais próximo permanecer de seu carisma original, de seu carisma fundante. No Brasil, a Renovação Carismática Católica continua em sua estratégia de constantemente aprender a se deixar conduzir pelo Espírito Santo, de modo a ser um instrumento eficaz de Sua ação na operação que discernimos como uma Ofensiva Nacional – Ofensiva essa que vai nos levando, ao longo dos anos, a colocarmo-nos à escuta de Deus e a movimentarmo-nos conforme as visões proféticas que o Senhor nos concede através dos sinais dos tempos... Quantos campos – graças sejam dadas a Deus! – “conquistamos” nesses anos de Ofensiva Nacional, quer seja na área do estabelecimento progressivo de nossa identidade, como nas áreas de nossa formação e de nossa missão. Devemos reconhecer, porém, que muita coisa ficou a desejar. E, logicamente, não porque nos tenha faltado direcionamentos precisos da parte do Senhor, mas prevalecentemente por causa da falta de unidade em nossas ações, falta de comunhão de nossas lideranças com as instâncias de coordenação, falta de interesse, de disciplina e obediência na observância dos direcionamentos propostos para a nossa formação, para a busca da santidade, e pela falta de compromisso para com os Projetos de ação discernidos pelo Conselho Nacional (que, por sua constituição colegiada e por direito e dever, representa toda da RCC do Brasil). Estamos vivendo (e isso não é uma simples retórica motivadora, ou uma “força de expressão”) um momento especial, privilegiado da história da Igreja, em geral, e da RCC, em particular. Os sinais e os anseios por um permanente Pentecostes – aspiração que nos caracteriza! – atravessaram o último século, e se explicitam agora na voz de nossos pastores, de nossos teólogos, de nossas Conferências Episcopais, de nosso Magistério... Por nosso carisma fundante, por nossa identidade, temos o dever (sem pretender ingenuamente termos tal monopólio) de nos apresentar como “operários de primeira hora” para colaborar na sedimentação dos “espaços calorosos” que viabilizem o estabelecimento da cultura de Pentecostes no mundo e a difusão de sua espiritualidade por toda a Igreja – conforme manifestara João Paulo II no Pentecostes de 2004 (quem, aliás, disse, na ocasião, que a Renovação Carismática Católica já estava fazendo isso...). O Conselho Nacional esteve reunido em Brasília, em janeiro, tanto para realizar ali sua Assembléia Geral, como para promover e participar do Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios. Foram dias de profunda comunhão com o Senhor, em momentos de Oração, Escuta Profética e celebrações Eucarísticas que tocaram significativamente o coração de todos os Conselheiros e Assessores presentes. Os projetos e propostas de atuação discutidos na Assembléia nem sempre foram aprovados por unanimidade. Respeitou-se, sempre, o direito de cada um de poder discordar, desaprovar e questionar sobre todas as matérias apresentadas. Mas o espírito de humildade, de renúncia e de comunhão fraterna prevaleceu, cada qual acreditando que, aquilo que foi aprovado – ou por unanimidade, ou pela maioria –, se for da vontade de Deus, nada poderá deter... Observou-se ali a máxima que diz: “Concordemos em divergir, mas resolvamos amar-nos, e unamo-nos para servir”... Durante o Encontro Nacional, Marcos Volcan – sob a unção da graça de estado que lhe confere a condição de Presidente do Conselho Nacional da RCC –, asseverou-nos: “Irmãos e irmãs, os projetos que estamos apresentando aqui para toda a Renovação Carismática Católica do Brasil, não são opcionais! Eles são uma decisão do Conselho Nacional, que representa toda a RCC do Brasil. São frutos de muita oração, de muita escuta ao Senhor, de muita reflexão”... Trata-se, pois, de direcionamentos legítimos, que necessitam ser acolhidos, abraçados, apoiados e assumidos sem dissimulação por todos aqueles que pretendam caminhar em comunhão de oração, de pertença à identidade carismática do Movimento, e de unidade com a ação profética discernida para esses especiais tempos do operar do Espírito entre nós... Dom Alberto Taveira, nosso Assistente Episcopal e Diretor Espiritual, com uma palavra de sabedoria nos exorta nesse tempo de graça a sermos apóstolos da efusão do Espírito. Os Projetos que o Conselho Nacional ora nos apresenta nos propõem exatamente itinerários seguros por onde será possível respondermos a esse desafio. Sejamos fiéis. “O Espírito Santo oferece aos fiéis uma visão superior do mundo, da vida e da história, fazendo deles guardiões da esperança que não engana”. (Bento XVI, no Pentecostes de 2006). Deixando-nos conduzir com docilidade pelo Espírito Santo – que “sopra” também através de nossas coordenações legitimamente constituídas –, podemos orar com sinceridade de coração: “Senhor, que permaneçamos em vosso amor, e não nos separemos uns dos outros...” Reinaldo Beserra dos Reis Pregador, Formador, Escritor, Teólogo RCC Brasil rbreis@terra.com.br


Reinaldo Beserra dos Reis

“Não porque pretendamos dominar sobre a vossa fé.
Queremos apenas contribuir para a vossa alegria,
porque, quanto à fé, estais firmes”. (II Cor 1,24).

 “O Espírito sopra onde quer”, bem o sabemos. Esse sopro, porém, embora livre, nunca atua de modo a gerar uma dispersão que divida os elementos vocacionados pelo Espírito para cumprir os Seus propósitos. “A sua vontade é a unidade”, nos dizia Bento XVI no Pentecostes de 2006, na homilia dirigida aos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades. Seu livre sopro sempre provoca, suscita, gera e promove a unidade desejada por Deus (mesmo em meio à mais perceptível diversidade).

Num campo de batalha, iniciativa e criatividade são critérios que freqüentemente determinam o sucesso de uma ação militar. Mas, decididamente, a falta de disciplina torna os envolvidos naquela ação em presas fáceis do inimigo, que, no nosso caso, é astuto, tentador, traiçoeiro, dissimulador, insistente, incansável, e...impiedoso!

A Renovação Carismática Católica se auto-define, em seus Estatutos (Internacionais e Nacionais) como “um Movimento não uniforme e nem unificado...”. Essa marca do Movimento é característica e decorrente dessa liberdade absoluta do Espírito. No entanto, há um eixo, um núcleo fundamental inerente à identidade própria do Movimento que precisa não apenas ser observado por todos os seus membros, como também protegido, cultivado, estimulado e assumido como condição essencial para a sobrevivência do carisma que nos foi outorgado por Deus ao vocacionar essa expressão de Igreja chamada Renovação Carismática. Pois, um movimento eclesial garantirá sua pertinência no seio da Igreja e será tanto mais fértil, fecundo e frutuoso quanto mais próximo permanecer de seu carisma original, de seu carisma fundante.

No Brasil, a Renovação Carismática Católica continua em sua estratégia de constantemente aprender a se deixar conduzir pelo Espírito Santo, de modo a ser um instrumento eficaz de Sua ação na operação que discernimos como uma Ofensiva Nacional – Ofensiva essa que vai nos levando, ao longo dos anos, a colocarmo-nos à escuta de Deus e a movimentarmo-nos conforme as visões proféticas que o Senhor nos concede através dos sinais dos tempos...

Quantos campos – graças sejam dadas a Deus! – “conquistamos” nesses anos de Ofensiva Nacional, quer seja na área do estabelecimento progressivo de nossa identidade, como nas áreas de nossa formação e de nossa missão.

Devemos reconhecer, porém, que muita coisa ficou a desejar. E, logicamente, não porque nos tenha faltado direcionamentos precisos da parte do Senhor, mas prevalecentemente por causa da falta de unidade em nossas ações, falta de comunhão de nossas lideranças com as instâncias de coordenação, falta de interesse, de disciplina e obediência na observância dos direcionamentos propostos para a nossa formação, para a busca da santidade, e pela falta de compromisso para com os Projetos de ação discernidos pelo Conselho Nacional (que, por sua constituição colegiada e por direito e dever, representa toda da RCC do Brasil).

Estamos vivendo (e isso não é uma simples retórica motivadora, ou uma “força de expressão”) um momento especial, privilegiado da história da Igreja, em geral, e da RCC, em particular. Os sinais e os anseios por um permanente Pentecostes – aspiração que nos caracteriza! – atravessaram o último século, e se explicitam agora na voz de nossos pastores, de nossos teólogos, de nossas Conferências Episcopais, de nosso Magistério...

Por nosso carisma fundante, por nossa identidade, temos o dever (sem pretender ingenuamente termos tal monopólio) de nos apresentar como “operários de primeira hora” para colaborar na sedimentação dos “espaços calorosos” que viabilizem o estabelecimento da cultura de Pentecostes no mundo e a difusão de sua espiritualidade por toda a Igreja – conforme manifestara João Paulo II no Pentecostes de 2004 (quem, aliás, disse, na ocasião, que a Renovação Carismática Católica já estava fazendo isso...).

O Conselho Nacional esteve reunido em Brasília, em janeiro, tanto para realizar ali sua Assembléia Geral, como para promover e participar do Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios.

Foram dias de profunda comunhão com o Senhor, em momentos de Oração, Escuta Profética e celebrações Eucarísticas que tocaram significativamente o coração de todos os Conselheiros e Assessores presentes.

Os projetos e propostas de atuação discutidos na Assembléia nem sempre foram aprovados por unanimidade. Respeitou-se, sempre, o direito de cada um de poder discordar, desaprovar e questionar sobre todas as matérias apresentadas. Mas o espírito de humildade, de renúncia e de comunhão fraterna prevaleceu, cada qual acreditando que, aquilo que foi aprovado – ou por unanimidade, ou pela maioria –, se for da vontade de Deus, nada poderá deter... Observou-se ali a máxima que diz: “Concordemos em divergir, mas resolvamos amar-nos, e unamo-nos para servir”...

Durante o Encontro Nacional, Marcos Volcan – sob a unção da graça de estado que lhe confere a condição de Presidente do Conselho Nacional da RCC –, asseverou-nos: “Irmãos e irmãs, os projetos que estamos apresentando aqui para toda a Renovação Carismática Católica do Brasil, não são opcionais! Eles são uma decisão do Conselho Nacional, que representa toda a RCC do Brasil. São frutos de muita oração, de muita escuta ao Senhor, de muita reflexão”...

Trata-se, pois, de direcionamentos legítimos, que necessitam ser acolhidos, abraçados, apoiados e assumidos sem dissimulação por todos aqueles que pretendam caminhar em comunhão de oração, de pertença à identidade carismática do Movimento, e de unidade com a ação profética discernida para esses especiais tempos do operar do Espírito entre nós...

Dom Alberto Taveira, nosso Assistente Episcopal e Diretor Espiritual, com uma palavra de sabedoria nos exorta nesse tempo de graça a sermos apóstolos da efusão do Espírito. Os Projetos que o Conselho Nacional ora nos apresenta nos propõem exatamente itinerários seguros por onde será possível respondermos a esse desafio. Sejamos fiéis. “O Espírito Santo oferece aos fiéis uma visão superior do mundo, da vida e da história, fazendo deles guardiões da esperança que não engana”. (Bento XVI, no Pentecostes de 2006).

Deixando-nos conduzir com docilidade pelo Espírito Santo – que “sopra” também através de nossas coordenações legitimamente constituídas –, podemos orar com sinceridade de coração: “Senhor, que permaneçamos em vosso amor, e não nos separemos uns dos outros...”

Reinaldo Beserra dos Reis
Pregador, Formador, Escritor, Teólogo
RCC Brasil
rbreis@terra.com.br

Fonte: RCC Boston




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