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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Som Livre da Música Católica


Por: extraído do Portal Codimuc
Publicado em: 11/05/2011


Polêmica? Crítica construtiva? Mudança de opinião? Quebra de paradigmas? Quem sabe…

Desde agosto de 2008, quando o Padre Fábio de Melo lançou seu primeiro CD pela gravadora Som Livre, intitulado Vida, ouço muita coisa boa e também muita coisa ruim sobre os artistas católicos se “renderem” às gravadoras seculares (não religiosas, populares). Depois dele, outros, como Rosa de Saron, Adriana e Celina Borges, também seguiram o mesmo rumo.

Ainda não quero citar os outros padres. Depois falamos deles.

Desde o começo de 2011 fiquei sabendo que a Banda Dominus e o Anjos de Resgate, grandes nomes da música católica, também fecharam com a Som Livre. Mas até então eu não podia divulgar. Mas agora já pode! Por isso, resolvi escrever este artigo somente hoje (final de abril de 2011), porque acho extremamente importante o exemplo do Anjos nesta partilha.

Vi muitos líderes de grandes movimentos da Igreja Católica criticando a atitude dos artistas que se “rendem” às gravadoras como a Som Livre. E olha que, entre eles, muitos são pregadores e outros até membros de grandes comunidades religiosas. Alguns até tiveram a infeliz ideia de dizer que estes artistas estão fechando contrato com o demônio, outros dizem que são altamente contra a evangelização partir para este caminho, etc. Para não dizer que há certa inveja (“dor de cotovelo”, gíria usada em algumas regiões do Brasil), prefiro acreditar ser somente falta de informação ou puro preconceito. Vou pensar assim…

Em fevereiro de 2011, a Som Livre lançou um box maravilhoso com 4 CDs, chamado Deus no Coração. Uma coletânea com 56 músicas de artistas católicos do Brasil todo, uma grande valorização e um grande presente para a música católica brasileira. Neste box, estão canções de artistas de grandes nomes, como Padre Fábio de Melo, Rosa de Saron, Adriana, Anjos de Resgate, Ziza Fernandes, Eliana Ribeiro, Eros Biondini, Vida Reluz, Adoração e Vida, Padre Zezinho, DOM, entre muitos outros, contando também com artistas que estão no começo de sua caminhada e/ou que não tinham tido oportunidades de divulgar seu trabalho e expandir a evangelização com suas missões, como Marília Mello, Adrielle Lopes, Kennia, Mariani e também o Canal da Graça, ministério do qual sou coordenador e um dos vocalistas.

Depois que este box foi lançado em âmbito nacional, com direto até a ter propaganda no horário nobre da Rede Globo, imagine a reação de alguns destes “críticos” que não aceitam a Som Livre… Alguns silenciaram depois de ver vários nomes que nunca imaginariam “fecharem contrato com o demônio” e fazer parte desta coletânea. Outros continuaram com suas conclusões e comentários infundados, aumentando suas raivas e postando muitas besteiras em suas redes sociais pela Internet (santos Facebooks, Twitters e Orkuts da vida moderna… Hehehehe).

Aonde queremos chegar com nossas músicas? O objetivo é tocar somente para nossas comunidades, nossos retiros e nossas Igrejas? Tocar para quem já participa da Igreja é “fácil”. Avançar para águas mais profundas, como a palavra de Deus e a Igreja nos pedem, é mais complicado. E quando temos a oportunidade de nos juntarmos a grandes meios de comunicação e expandir nossa missão, nós não vamos? E ainda por cima criticamos?

“Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: ‘Por que come vosso mestre com os publicanos e com os pecadores?’ Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhes: ‘Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes’” (Mt 9, 11 – 12).

Quer falar de números? Ok! Pegando o Padre Fábio de Melo como exemplo. Ao lançar um CD novo por gravadoras católicas, demorava certo tempo para vender 40 mil cópias, número hoje considerado disco de ouro. Seu primeiro CD pela Som Livre vendeu pouco menos de 1 milhão de cópias! Já o primeiro CD do Padre Marcelo Rossi, Músicas para Louvar o Senhor, lançado em 1998 pela Universal Music, é o CD mais vendido de todos o tempos no Brasil. Com ele, alcançou a marca de mais de 3 milhões e 400 mil cópias. São mais de 12 milhões, contando todos os seus projetos musicais lançados até hoje. E alguns insistem em não entender que o trabalho, desta forma, chega a muito mais corações, chega a pessoas que nunca teriam oportunidades de conhecer, chega a pessoas que, muitas vezes, não possuem intimidade com Deus.

“Segmentar os meios de comunicação como ‘católico’ e ‘não católico’ é dizer que nos meios seculares está o diabo. Em um espaço que conseguimos falar, em uma TV que não é católica, podemos mudar a vida das pessoas que não conhecem a Deus. Temos que usar a TV, o rádio e a Internet…” (Padre Juarez de Castro, Programa “Papo Aberto”, TV Canção Nova, 04 de abril de 2011).

Vi alguns destes “críticos” questionarem o que seriam das nossas gravadoras (católicas), com alguns artistas debandando para as gravadoras seculares. Minha resposta pode ser dada agora, como citei no início, com o Anjos de Resgate. Eraldo Mattos, baixista e líder do Anjos, é dono da CODIMUC, considerada uma das maiores gravadoras católicas do Brasil. O novo CD do Anjos de Resgate, comemorando 10 anos de missão do ministério, está sendo lançado pela Som Livre.

Outros questionaram o porquê do Padre Zezinho, scj., pioneiro em levar nossa música à grande mídia, nunca ter vinculado seus trabalhos às gravadoras populares, colocando esta questão como um dos motivos em não concordar com nada do que eu disse acima. Eis a resposta, que eu também não sabia: na década de 80, o próprio Padre Zezinho lançou um LP e CASSETE pela Som Livre. Pois é. Mais uma vez, o Padre Zezinho foi o pioneiro! Simples assim! Nem preciso me prolongar…

Muitos CDs e DVDs católicos, lançados por gravadoras católicas, são AINDA vendidos em grandes lojas populares. Se assim fôssemos questionar, poderíamos pedir, com todo o amor: “gravadoras católicas, retirem os CDs que chegaram às Lojas Americanas, ao Submarino, ao Extra, ao Carrefour e a outras grandes lojas! São campos do demônio! Não queremos evangelizar lá. Queremos somente os já ‘convertidos’!”. Senhor, misericórdia!

Olhando para a história da música católica brasileira e vendo que o rock católico foi muito criticado em seu início, até mesmo “amordaçado” por muitas alas da Igreja, não há muito mais o que se questionar destes pensamentos de hoje. Amanhã terão que aceitar e pensar diferente. Faz parte da evolução.

Com os outros padres cantores, Antonio Maria, Hewaldo Trevisan, Juarez de Castro, Robson de Oliveira, Reginaldo Manzotti, entre outros, o comentário é um pouco mais tranquilo, pois a maioria destes sacerdotes já nasceu da mídia secular, já fez parte dela desde o início, por isso nem sempre são “alvos” dos nossos críticos.

Termino minha reflexão de hoje com uma frase bem propícia para este momento: “Não abra exceções no seu cristianismo. Se o Evangelho não pode ir com você, não vá!” (Padre Fábio de Melo).

Padre, parece que alguns estão querendo fazer o contrário: “aonde você pode ir com o evangelho, não vá. Para que ‘perder’ seu tempo?” Ou entenderam tudo errado! Neste caso, precisam começar a ler o artigo novamente!

OBS.: Não citei neste texto os ministérios que possuem seus trabalhos em missas, grupos de oração e outros movimentos da Igreja, porque o foco não é este. Por isso, coloquei entre aspas que tocar na Igreja é “fácil”. Todos sabemos que também não é, que existem muitas responsabilidades, renúncias, etc. Mas já foi falado muita coisa sobre isso em outros artigos e também partilharei mais no futuro!

Santa Cecília, rogai por nós!

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