Pesquisa personalizada

#MCC - Calmaria - Alexandre Privato

#MCC - Diego Fernandes - Sigo o Leão da Tribo de Judá

MCC - Músicos Cristãos Católicos recomenda:

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Comprar Guitarra com Braço Parafusado ou Colado?


Um dos maiores “mitos” que rondam o Universo dos Guitarristas Iniciantes é: braço parafusado significa fácil e barato; braço colado significa difícil e caro. Aí que vem a dúvida, Compro Guitarra com Braço Parafusado ou Colado?

Os ditos entendidos de guitarra sempre enchem o peito para dizer: “Guitarra com braço colado é muito melhor”. Mas não, não é mesmo. Braço Colado e Braço Parafusado são modelos diferentes de guitarra.

É claro, se você quer o projeto mais simples, funcional e econômico de guitarra, o braço parafusado é o mais indicado. O que poucos sabem, no entanto, é que também é mais fácil e barato fazer uma guitarra funcional de braço colado, porém nada espetacular, do que construir um modelo de braço parafusado realmente notável. Se bem realizados, esses dois tipos de construção oferecem timbres distintos e necessitam manutenção diferente.

Pergunta: se você gastar 3.000 reais em uma guitarra de braço parafusado e o mesmo valor em um modelo de braço colado, qual será o melhor instrumento? Na verdade, essa é uma pergunta sem propósito. Vamos descobrir por quê.

Hoje em dia, esses dois designs distintos são utilizados por diversos fabricantes, mas na metade do século passado a situação era diferente: guitarras de braço parafusado eram feitas pela Fender e guitarras de braço colado eram construídas “pelas fábricas restantes”, com destaque para a Gibson, Gretsch e Epiphone e outras empresas de Chicago que entraram no mercado a partir de 1950. Foi nessa época que Leo Fender lançou a Broadcaster, que não foi somente a primeira guitarra de corpo sólido como também a primeira a contar com braço parafusado.

Timbres Diferentes

Genericamente falando, o braço colado transmite a ressonância entre o braço e o corpo de madeira mais consistente e instantânea do que o parafusado. O resultado é um pouco mais de calor e corpo no som desse tipo de instrumento, enquanto modelos de braço parafusado têm timbres mais estalados e brilhantes.

A menos eficiente e mais lenta transferência de energia acústica nos braços parafusados produzem mais ataque e um som estalado de cordas – essencialmente, essa construção separa o som das cordas do braço e do corpo. Por outro lado, a transferência direta de energia por meio do braço colado proporciona um timbre mais consistente e suculento. A junção mais precisa do braço colado ao corpo facilita a vibração das freqüências por todo o instrumento, encorpando a nota – uma qualidade bem-vinda se você procura um instrumento com som mais parrudo e maior sustain.

Por outro lado, o brilho e o som estalado da guitarrada de braço parafusado enfatizam a definição da nota, contribuindo para um timbre cortante. Apesar de menor ressonância no corpo – e conseqüentemente um timbre menos cheio –, o ataque salta do instrumento com menos influência da madeira, diferentemente do que acontece nos modelos de braço colado. O corpo da nota aparece apenas após a percepção inicial da nota, depois que o ataque cortante deixa sua marca. Pense no som clássico do captador do braço da Stratocaster. Há calor e ressonância ao redor da nota, mas ao palhetarmos com convicção, surge também um som estalado e definido.

A eficiência – ou a falta dela – da transferência de energia se deve à qualidade da junção do braço nos modelos parafusados. Há fabricantes que acreditam que um encaixe parafusado bem executado pode alcançar a vibração e ressonância de um braço colado.

Porém, nem todos os guitarristas querem que seu instrumento parafusado soe como um modelo de braço colado, e o som cortante e estalado derivado de ausência de contato entre braço e corpo – algo inevitável quando não há cola para unir as partes – é um elemento desejado e positivo para certos estilos musicais. Guitarristas que procuram um som mais redondo e fluido para solos ou bases mais pesadas e encorpadas ou timbres aveludados de jazz tendem a procurar instrumentos de braço colado – mesmo que não haja uma regra universal para cada estilo ou sonoridade.

Braço Colado x Braço Parafusado

Assim como há diferenças entre os modelos parafusados, já vários tipos de modelos colados. A Gibson utilizou diferentes tipos de encaixe ao longo dos anos. A mais venerada é a junção macho-fêmea do tipo longo – que era aplicada nas primeiras Les Paul. Esse design tinha um longo encaixe – no final do braço, que era fixado firmemente e colado ao apoio do corpo. Quando a Gibson mudou sua fábrica de Kalamazoo, Michigan, para Nashville, no Tennessee, em meados dos anos 1970, os braços passaram a utilizar um encaixe mais curto. Esse design era também chamado de “rocker joint” (imagem ao lado), porque a parte inferior do encaixe era talhada para que o braço fosse inserido com a angulação certa no apoio do corpo. Isso significa que uma porção maior da parte posterior do braço não fica colada ao corpo, e assim a superfície de junção do corpo com o braço diminui. Ninguém discute a qualidade de uma Les Paul original de 1959 – ou uma reedição construída pela Gibson Custom Shop –, mas muitas Les Paul de construção de encaixe curto têm som fantástico. A Gibson usou outros encaixes em diferentes modelos. Por exemplo, a Les Paul Junior de um cutway apresenta um bloco de junção, que tem largura igual ao braço e se estende até o final da escala. Outros fabricantes utilizaram uma junção no formato “rabo-de-andorinha”, com bloco que se encaixa a um berço com laterais anguladas.

Assim como acontece quando confrontamos braços colados e parafusados, a comparação de os diferentes tipos de junção de braço colado não é uma questão de melhor ou pior. É claro, muitos outros aspectos de construção influem na dicotomia clássica “Gibson versus Fender”. O corpo de mogno, braço com headstock angulado para trás, ponte Tuno-o-matic, escala de 24¾” e captadores humbuckers (ou P-90, em alguns casos) da Les Paul contribuem para um som mais cheio e aveludado. O corpo de ash ou alder, braço de maple, ponte flutuante com alavanca (sou semiflutuante, no caso da ponte de Tele), cordas que atravessam o corpo, escala de 25½” e captadores single-coil colaboram para o som brilhante e cortante da Stratocaster.

Considerações tonais à parte, os braços parafusados – conforme as intenções originais de Leo Fender – oferecem uma manutenção mais fácil, algo apreciado por muitos músicos e técnicos. A angulação está ruim? Tire o braço, coloque um calço e fixe-o novamente. O braço empenou? Encomende um novo e troque você mesmo. Esse trabalho necessita de alguma habilidade específica, mas é muito mais fácil de realizar do que em um braço colado.

Diferentes encaixes de braço contribuem para diferentes sonoridades nas guitarras, mas o design escolhido deve estar de acordo com o que é certo para você e para sua música, ah e também para o seu bolso.

Visite a loja de Guitarras: http://www.mundomax.com.br/guitarras


Fonte: Revista Guitar Player
_________________________________________
MCC Produções - Uma empresa 100% católica
mccproducoescatolica@gmail.com
twitter.com/mccproducoes
facebook.com/mcc.musicoscristaoscatolicos

Nenhum comentário:

Grupos do Google
Participe do grupo MCC - Músicos Cristãos Católicos
E-mail:
Visitar este grupo

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...