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terça-feira, 3 de maio de 2011

João Paulo II, beato


Dom Genival Saraiva *

Durante os funerais do Papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, fiéis pediram que fosse declarado “Santo subito”(Santo logo). Pelas normas da Igreja, há um interstício de cinco anos entre a morte de uma pessoa e o início do processo de sua canonização. “O atual Papa anunciou no dia 13 de maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa.”. O início do Processo de canonização acontece na Diocese onde morreu a pessoa que apresenta “reais indícios” de santidade.

O processo de canonização segue quatro passos definidos quando o fiel é declarado Servo de Deus, Venerável, Beato e Santo. Primeiro passo: “A partir do momento em que é iniciada uma causa de canonização, a pessoa recebe o título de Serva de Deus. Por isso, tal pessoa deve ser considerada com respeito por todos os fiéis.” “Em relação a João Paulo II, após o final da fase diocesana do processo, em 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada Positio super virtutibus (posição sobre as virtudes do fiel), que foi agora submetida ao juízo da ‘sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos’, da  CCS, antes de chegar ao Papa, que tomou agora uma decisão final a respeito do decreto de venerabilidade. “Na verdade, receber o título de venerável é a parte mais importante de uma causa de canonização. É nesse processo que se estuda minuciosamente, toda a vida da pessoa, ou martírio, todas as circunstâncias do mesmo. Analisa-se também se essa pessoa tem realmente fama de santidade, o que é muito importante, pois indica uma moção do Espírito Santo em torno dela. O que ele escreveu ou ensinou não é mais objeto de estudo ou julgamento.” Terceiro passo: Beato. “É iniciado um novo processo, mas dessa vez para se avaliar se ocorreu um milagre ou não a partir da invocação de um Servo de Deus. O processo vai analisar detalhadamente o caso clínico ocorrido, com uma minúcia extrema (...) Aqui ocorre um procedimento diferente: os mártires são dispensados do milagre para a beatificação. Uma vez Veneráveis, já se espera a futura cerimônia onde serão declarados Beatos.” ”Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre acontecem segundo as normas estabelecidas à distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.” “Embora tenham sido numerosas as curas inexplicáveis atribuídas pela intercessão de Karol Wojtyla, o postulador da causa, o sacerdote polaco Slawomir Oder, destacará a cura  da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.” “João Paulo II terá sua memória celebrada na diocese de Roma e nas dioceses da Polônia no dia 22 de outubro, dia em que inaugurou seu pontificado, em 1978.” Quarto passo: Santo, “Também há um processo para se analisar um suposto milagre. O processo em si é feito exatamente da mesma forma que o processo do milagre para a beatificação. Existe apenas uma diferença: deve ser um milagre ocorrido após a beatificação.”

A Igreja tem um novo Beato que percorreu o mundo, anunciando o Evangelho; os brasileiros o acolheram em 1980, 1991 e 1997, em suas inesquecíveis visitas pastorais ao Brasil. Agora, os católicos têm a certeza de contar com sua intercessão junto ao Pai, em favor da humanidade.

Dom Genival Saraiva, bispo de Palmares
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