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sexta-feira, 18 de março de 2011

Falar em Línguas Estranhas...

A descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos foi um notável episódio na história da humanidade. Nosso Senhor Jesus Cristo lhes havia prometido: “O Espírito Santo vos ensinará tudo o que eu vos tenho dito”.
Narra o Atos dos Apóstolos: “Quando completaram os dias de Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um estrondo, como de vento que soprava impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E apareceu-lhes repartidas umas como línguas de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.”

A esse respeito comenta o Padre Antonio Vieira, no “Sermão sobre o Espírito Santo”: “Por que vos parece que apareceu o Espírito Santo sobre os apóstolos, não só em línguas, mas em línguas de fogo? Porque as línguas falam; o fogo alumia. Para converter almas, não bastam só palavras: são necessárias palavras e luz. Se quando o pregador fala por fora, o Espírito Santo alumia por dentro, (…) os raios da sua luz entram ao coração, logo se converte o mundo. Assim sucedeu em Jerusalém neste mesmo dia. São Pedro, assistido deste fogo divino, toma uma passagem do profeta Joel, e declara-a ao povo. E era aquele mesmo povo obstinado e cego, que poucos dias antes tinha crucificado a Cristo; mesmo assim, foram três mil os que naquela pregação o confessaram por verdadeiro Filho de Deus e se converteram à fé. Oh! admirável eficácia da luz do Espírito Santo!”

Os Atos dos Apóstolos relatam também o resultado sobre os Apóstolos: “E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas, conforme o Espírito Santo lhe concedia que falassem”.

Pessoas de outras nacionalidades compreenderam o que era dito e ficaram pasmadas, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

São Pedro (Atos 2, 14-21), explicou que “falar em línguas” naquela ocasião significava que o Espírito Santo tinha sido derramado sobre seus servos, em cumprimento das profecias (Joel 2, 28-29).

A Santíssima Trindade

Nosso Senhor havia dito aos apóstolos que o Espírito Santo os iria ensinar. Ora, ao Filho de Deus – que é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade – atribui-se a sabedoria; ao Espírito Santo – que é a terceira Pessoa –, o amor.
Para ensinar, sempre é necessário amar e saber, porque quem não ama não quer, e quem não sabe não pode (ensinar). Mas esta necessidade de sabedoria e amor não é sempre com a mesma igualdade. Para ensinar nações fiéis e políticas, é necessário maior sabedoria que amor; para ensinar nações bárbaras e incultas, é necessário maior amor que sabedoria.
A segunda Pessoa, o Filho, e a terceira, o Espírito Santo, ambas vieram ao mundo para ensinar e salvar almas. Para ensinar homens entendidos e políticos, pouco amor é necessário: basta muita sabedoria; mas para ensinar homens bárbaros e incultos, ainda que baste pouca sabedoria, é necessário muito amor. E como a missão do Espírito Santo foi principalmente às nações incultas e bárbaras, porque foi para todas as nações do mundo, por isso desceu e apareceu em tanta diversidade de línguas.

Apostolado

Desceu o Espírito Santo em línguas, para formar aos apóstolos como mestres e pregadores. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem os mandou pregar (Mc. 16,15): “Ide por todo o mundo, e pregai a toda a criatura”. Deveriam pregar a todas as nações e línguas bárbaras e incultas do mundo, entre as quais haviam de achar homens tão irracionais, brutos, insensíveis, duros e estúpidos, como pedras. Portanto, para se poderem abrandar, ensinar e moldar gente assim só mesmo com muito amor de Deus!

Agora, em face disto, pode-se perguntar: “Se, em dado momento, a Deus foi tão fácil infundir o “falar em línguas” para que pregassem a fé pelo mundo, por que não dá agora o mesmo dom aos pregadores da mesma fé”?

Esta questão não é nova. É muito antiga. São Gregório Papa (século VI) e Santo Agostinho (século IV) já responderam satisfatoriamente.

Em suma, a razão é que Deus regularmente não faz milagres sem necessidade: quando faltam as forças humanas, então suprem as divinas. 

Para apenas doze homens converterem um mundo tão grande, com tantos povos e tantas cidades, foi necessário que milagrosamente se lhes infundissem as línguas de todas as nações, porque não tinham tempo nem lugar para as aprender. Porém, depois que a fé estivesse já extensamente propagada, com muitos ministros que a pudessem pregar, aprendendo as línguas de cada nação, não haveria mais necessidade, normalmente, de “línguas milagrosas”. Então era desnecessária a continuação do milagre, uma vez estando a Santa Igreja já plenamente constituída, com sua estrutura e sua hierarquia, com os recursos suficientes para ensinar e santificar, por meio dos sacramentos.

Posteriormente, o “dom das línguas” aconteceu apenas em ocasiões raríssimas e só com pessoas de manifestos sinais de santidade. Por exemplo, Santo Antonio de Pádua (1195-1231), o “Doutor Evangélico”, e São Francisco Solano (1549-1610), apóstolo de toda a América do Sul, “a quem obedeciam as feras, as aves e os mais ferozes indígenas; tinha alma de poeta em corpo de asceta, animado por ardente devoção mariana e zelo apostólico”.

E na atualidade?

Entretanto, inúmeras pessoas, hoje em dia, afirmam ter a habilidade de falar em línguas que não aprenderam através do estudo. Com freqüência isto ocorre em “línguas” que não podem ser identificadas, exigindo uma “interpretação inspirada” pelo orador ou outrem presente. Mas, às vezes, palavras, frases e até mesmo linguagem extensiva em hebraico, latim, grego, chinês e outras línguas, têm sido proferidas por pessoas normalmente desconhecedoras dessas línguas.

Como foi dito, o ensinamento da Igreja é que o “falar em línguas” é um dom do Espírito Santo, com significado inteiramente diferente. No caso de São Francisco Solano, para ele se punha o problema de como falar com aqueles índios. Começou a falar e se deu simplesmente conta que os índios entendiam o que ele falava. Assim se faz apostolado.

Porém, a oração em línguas ensinada pelos protestantes pentecostais não é essa. Eles falam balbucios muitas vezes sem sentido e chamam isto de falar em línguas. Não tem fundamento dizer que isto procede do Divino Espírito Santo…

“Falar em línguas” significa falar uma linguagem humana, desconhecida pelo locutor, ou de forma que cada um entenda no seu próprio idioma. É o que narram os Atos dos Apóstolos (Atos 2, 7.8): … “admiravam-se dizendo: Porventura não são Galileus todos estes que falam? E, como é que os ouvimos falar cada um de nós a nossa língua, (a do país) em que nascemos?”

Santo Agostinho
Segundo São João Crisóstomo, patriarca religioso de Constantinopla (século IV), os dons espirituais referidos por São Paulo (1 Cor., 12 a 14) “costumavam ocorrer, mas agora não acontecem mais”. Por volta desse mesmo tempo, Santo Agostinho, Doutor da Igreja, disse sobre as línguas e outros dons espirituais: “Estes eram sinais adaptados ao tempo. . . . Isso era feito como símbolo, e passou.”

É bom, portanto, lembramo-nos das advertências de São Paulo (2 Tes. 2,3-4): “Ninguém de modo algum vos engane, porque (isto não será) sem que antes venha a apostasia (quase geral dos fiéis), e sem que tenha aparecido o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se oporá (a Deus), e se elevará sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte que se sentará no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus”. Anteriormente São Paulo disse (2 Tes. 2,1): “… que não vos movais facilmente dos vossos sentimentos, nem vos perturbeis, nem por qualquer espírito, nem com certos discursos…”

Segundo algumas interpretações, nessa última advertência São Paulo quer dizer “por qualquer espírito ou qualquer revelação falsa atribuída ao Espírito Santo”.
Mas, não podemos esquecer das promessas feitas por Nossa Senhora em Fátima:

“Por fim meu Imaculado Coração triunfará”.



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