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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por que os Católicos rezam pelos mortos?

Porque a Sagrada Escritura ensina que é santo e salutar o pensamento e a prática de rezar pelos mortos. Por isso nos apresenta São Paulo recomendando essa salutar prática.

De fato, no 2º Livro dos Macabeus, capítulo 12, vers. 43 a 46, está dito: “(Judas Macabeu) tendo feito uma coleta mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos; e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, POIS, UM SANTO E SALUTAR PENSAMENTO ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.

Este texto do Antigo Testamento tem confirmação em vários outros do Novo Testamento. Vejamos: São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap. 1, vers. 18, roga a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.

Onesíforo já era morto, porque nestes textos (vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers. 19 do cap. 4º desta mesma Epís), S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E São Paulo reza por ele, pedindo ao Senhor misericórdia.

Portanto, nós, católicos, rezamos pelos mortos, porque, de acordo com a Sagrada Escritura e a Tradição – bem como ensinam os grandes teólogos – cremos na existência do Purgatório.

Que se entende por Purgatório?


Purgatório é o lugar de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará”. (Apocalipse 21,27) É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus, isto é, em estado de graça – mas com alguma dívida por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas sem a devida expiação – se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Por enquanto, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

A Sagrada Escritura fala deste lugar de purificação? Sim:

1) Ela fala, na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap. 3, vers. 13 e 15, de um fogo misterioso que salva: “Manifestar-se-á a obra de cada um. O dia do (julgamento) demonstrá-lo-á. Será revelado pelo fogo, e o fogo provará o que vale o trabalho de cada um”. “Se a obra de alguém se extinguir, sofrerá a perda. Ele mesmo, porém, será salvo, mas passando de qualquer maneira através do fogo”.

2) Fala também de um perdão na outra vida. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap. 12 vers. 32: “Todo o que tiver falado contra o Filho do homem, será perdoado. Se porém, falar contra o Espírito Santo não alcançará perdão nem neste mundo, nem no que há de vir.”

Vê-se, pois, que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte.

3) A Sagrada Escritura fala também de uma prisão temporária na “outra vida”. São Mateus cap. 5, vers.25-26, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.”

É evidente que esta prisão é temporária, um lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, e de onde se sairá depois de pagar o último ceitil. Não pode ser o Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). E nem o inferno, “onde não há redenção” e onde o fogo é eterno. (Mt. 25,41)

Só resta concluir que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório.

O Purgatório é, portanto, um lugar de purificação que Deus, em sua Sabedoria e Bondade infinitas, criou por um ato de sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos.

Podemos e devemos, pois, fazer orações e oferecer sacrifícios pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Em qualquer hipótese, estas orações e sacrifícios, não ficarão sem efeito. Sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais estiverem precisando.

Fonte: Catequisar
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