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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Entrevista: Eraldo Mattos, baixista da banda Anjos de Resgate

Um dos maiores nomes da música católica. Não só por ser baixista dos Anjos de Resgate e pelo seu trabalho em sua gravadora, a Codimuc. Mas acima de tudo pela responsabilidade e fidelidade com a qual vive a sua vocação. Eraldo Mattos em uma super entrevista ao blog nos conta sobre a sua trajetória como “gravadora” e amigo do Rosa de Saron.

Rosonautas: Eraldo, conte-nos um pouco sobre a história da Codimuc e como foi a entrada da banda Rosa de Saron para o cast da gravadora.

A entrada do Rosa de Saron na Codimuc foi muito legal. Nós estávamos em um momento muito difícil da música católica onde as bandas e ninguém tinha dinheiro para gravar, eu como estúdio também não chegaria muito longe e a inspiração foi montar um consórcio de gravação. O cara pagava o consórcio em umas 10 vezes e gravava, e um dos caras que estava nisso aí era o Eduardo Faro, que é o Duzinho. E a gravação do Rosa foi justamente pelo consórcio que a gente tinha na época e quando o disco tava ficando pronto, eu não distribuía discos, era só estúdio mesmo, a gente tentou juntar com um pessoal que estava querendo montar uma distribuidora e não foi muito boa a experiência. Então no fim das contas eu disse “oh, o chamado veio pra gente montar a distribuidora e tal” e assumimos eu e minha esposa, nós tiramos um dinheirinho que tínhamos na poupança, tinha o consultório dela que dava um pouco de dinheiro e montamos a distribuidora, e o Rosa entrou junto com a gente.

Rosonautas: Na década de 90, além do Rosa de Saron, você junto ao Boy, Adilson Sabará e outros músicos que formavam o Cristoatividade, alavancaram o cenário do rock católico. Como foi a sua experiência como músico evangelizando através do rock?

A opção não foi muita minha não, a opção foi de Deus. Deus quando mostra um caminho você ou entra nele, ou não entra. Ele abriu uma porta e a porta que tinha era o Rock e não tinha o que escolher, era assumir ou não. Não fui eu quem disse “pô, vou gravar rock porque eu gosto”, não teve isso aí, abriu-se uma porta e eu entrei por ela. E sempre falei no Cristoatividade que se um dia Deus me chamar pra tocar qualquer outro tipo de coisa eu vou, tanto é que hoje eu estou no Anjos de Resgate e pode ser que amanhã eu esteja tocando reggae, sei lá, mas eu vou atrás do chamado de Deus.

Rosonautas: Faça uma avaliação do rock católico e suas vertentes naquela época e nos dias de hoje. Ainda há muito preconceito como havia antes ou melhorou?

O preconceito maior é dos rockeiros. Ele tem que respeitar aquilo que existe. A igreja existe antes do rock, então o cara chegar e preparar uma missa de rock não existe. É igual a preparar uma missa de cura, não existe pois toda missa é de cura. E toda missa tem cânticos de liturgia e que devem ser respeitadas. Agora, você vem com um formato e achar que toda a Igreja vai aceitar, não. O mais legal da Igreja é a pluralidade, Ela aceita rock, aceita reggae, aceita o canto gregoriano, aceita “tudo”, só que cada um tem o seu lugar. O cara do rock não pode querer ocupar o lugar do canto gregoriano. Existe espaço, existe público, mas não adianta querer ocupar um espaço que não é seu, aí existe um erro e deve ser repensado. Mas a gente evolui muito, não só com o Cristoatividade e com o Rosa de Saron, mas com tudo que passou aí de novos sons pela Igreja.

Rosonautas: Além de apostar como músico no rock católico, você apostou também como diretor de uma gravadora. Qual foi o  motivo que o levou a escolher o rock e tantos outros ritmos para ser parte do trabalho da Codimuc?

O motivo veio do Céu. Não foi uma coisa nossa dizer que íamos ser diferentes, que seria a gravadora de música católica de qualidade, não! Aconteceu. Por exemplo, quando foram lançadas as músicas eletrônicas, a gente tinha o Bortolato que tocava no Rosa de Saron, ele era um peixe totalmente fora d’água no Rosa,  o que ele curtia era som eletrônico e conversou comigo e fizemos o primeiro CD de Dance da Igreja. O CD de samba, já tinha a banda Exodus, mas o Jurandir Mello já tinha sido da comissão de frente da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, o cara tinha tudo a ver com samba, era compositor e então gravamos o Orasamba. E foi assim com tudo de diferente que nós gravamos, tudo teve uma história, teve uma raiz e uma inspiração.

Rosonautas: A que você atribui estes 20 anos do Rosa de Saron?

Em primeiro à maturidade do grupo e à amizade. Eles sempre foram muito amigos, tanto na época do Tchelão como hoje com o Guilherme. Por exemplo o Duzinho, o Lerão, o Tchelão, o Grevão e tal, eles sempre foram muito amigos independente de banda. É muito legal isto aí, um ministério não é composto de gente que tem uma obrigação, e sim de gente que vive uma vida. O Rosa conseguiu persistir porque primeiro foi muito amigo, e em relação à gravadora também rolou isso aí, a gente sempre foi muito amigo, então muito mais do que uma relação de gravadora nós temos uma relação de amizade. Eu sou padrinho do Lerão, do Tchelão que já saiu, isso quer dizer que fica uma marca que é muito além do que simplesmente música ou simplesmente religião. Acho que o Rosa de Saron foi um grupo sempre muito fiel, fiel às amizades, às parcerias... e eu atribuo estes 20 anos exatamente a isso: Fidelidade e Amizade.

Rosonautas: Um dos grandes sucessos da banda, que se perpetua desde a época do Tchelão até agora com o Guilherme é a música Sangria. Como é ver esta música de sua autoria quebrando a barreira do tempo e sendo sucesso absoluto até hoje?

Sangria foi uma experiência pessoal. Eu tive duas experiências muito fortes com a música Sangria. Ela nasceu de uma maneira muito besta, vamos dizer que você leva o violão pro “banheiro” e vai saindo a música. Então a base dela foi nascendo sem sabermos se tinha pé ou cabeça, tanto que na segunda parte da música tem uma linha a menos do que a primeira parte. A gente tinha isso aí ensaiado,e quando estávamos no Hallel de Franca, estava em baixo do palco e tive uma experiência muito forte com Deus, e veio a letra toda e me senti abraçado ao corpo de Jesus crucificado, naquela época eu era cabeludo, e eu senti o sangue de Jesus correr pelas minhas costas, daí o nome Sangria. Eu me senti banhado no sangue de Jesus, foi uma experiência interior, uma experiência minha, não aconteceu de fato, mas foi muito forte e por isso a música tem algo nela que é além do que podemos imaginar e ficou aí como o hino do rockeiros católicos.

Rosonautas: O Rosa de Saron sempre foi uma banda que quebrou paradigmas. Durante todo este tempo foi capaz de nos apresentar um trabalho rico espiritualmente e também artisticamente, inovando sempre nos seus encartes, nas suas gravações, arranjos, etc. Hoje, o slogan da Codimuc é Música Católica de Qualidade. É notório também toda essa dedicação artística e espiritual por parte da gravadora. Fale um pouco sobre essa relação entre o artístico e o espiritual.

O Rosa de Saron mostrou um lado muito interessante da espiritualidade da música católica. Assumiram uma personalidade e isso foi legal, e hoje o Rosa tem uma personalidade definida. Quem viu o Rosa de Saron no terceiro Hallel de Franca por exemplo, achava que era o Katsbarnea (uma banda gospel) que tava no palco. A evolução da personalidade foi muito legal. Às vezes em vejo um ministério de música que parece um pastor, parece um cara que vejo em qualquer TV católica, não tem autenticidade, não tem personalidade, é muito plágio. Eu acho que às vezes começar copiando pode ser interessante, mas você tem que buscar algo pessoal. E o Rosa conseguiu fazer isso, eles buscaram uma maneira da espiritualidade deles, E é baseado em que? É baseado no tempo que eles tocaram em grupos de oração, em missas, é baseado no tempo em que eles tocavam em show imitando não sei o que, é baseado em quando saiu o Tchelão... é toda uma história e hoje eles têm uma realidade. Se esta espiritualidade serve para outro ou não eu não sei, mas que serve para eles serve, e isto é o mais importante para banda e para gente.

Rosonautas: E como fã, e representando muitos fãs também, não poderia deixar de perguntar a respeito do DVD Rosa de Saron Acústico - Ao Vivo. Como foi a experiência dessa gravação e o que você espera deste trabalho?

Foi uma conquista. Tanto da banda quanto da gravadora. Todos nós passamos por situações ímpares de vida. Foi duro, foi uma loucura e até o último momento parecia que era uma batalha monstro, todo mundo lutou, todo mundo se empenhou e o mais bacana foi ter acontecido e com certeza será uma revolução da música católica. Eu duvido que a música católica não mude a partir do DVD do Rosa. É uma mudança de paradigma, e nós poderemos falar em DVD’s e em música católica antes e depois do DVD Rosa de Saron Acústico – Ao vivo. E se Deus quiser em julho o DVD já estará chegando às lojas e espero que o público católico conquiste o espaço que está preparado para nós e que a gente não toma posse.

Rosonautas: Deixe seu recado para toda a galera que acompanha o blog e o Rosa de Saron de maneira especial.

Deus abençoe muito vocês e parabéns pela “devoção” ao Rosa de Saron. Em todo show do Anjos de Resgate em mostro aquele DVD dos 15 anos da Codimuc e cito todos os artistas que tem, e pra mim é muito legal que quando eu falo “Rosa de Saron” a galera grita. Então meus parabéns por tudo o que vocês sonham juntos. Acredite, a banda sonha com vocês e a Codimuc também sonha e realizada junto com vocês.



Fonte: Extraído do blog de Rosa de Saron 



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