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terça-feira, 13 de julho de 2010

Não se pode distribuir a Comunhão como se fosse fatia de torta

Com Athanasius Schneider é secretário-geral da Conferência Episcopal do Cazaquistão e autor do livro “Dominus Est. It is the Lord: Reflections from a Bishop in Central Asia on Holy Communion” (Newman House Press, 2009).

Nascido no Quirguistão, onde seus pais eram exilados do regime comunista, emigrou para a Alemanha em 1973, transferindo-se em seguida para a Áustria para ser admitido no mosteiro dos Cônegos Regulares da Santa Cruz.

Dom Schneider leciona teologia no seminário Mary, Mother of the Church de Karaganda desde 1999. Sua ordenação episcopal deu-se em Roma, em 2 de junho de 2006.

Veja o que ele diz sobre a prática de se distribuir a Sagrada Comunhão nas mãos

Pergunta: o senhor é autor do livro “Dominus Est. It is the Lord: Reflections from a Bishop in Central Asia on Holy Communion”, no qual sustenta uma eventual revisão da prática de receber a Comunhão com as mãos, e se não seria mais adequado recebê-la, como se fazia no passado, diretamente na boca e de joelhos. Poderia dizer algo a respeito?

Dom Schneider: Para mim isto não é novidade; é como a vivenciei durante toda minha vida. Recebia a Santa Comunhão durante o período de perseguição, e esta forma de devoção era para mim absolutamente natural.

Sempre me foi dito de que ali estava realmente presente Deus. Era, portanto, de todo natural que nos ajoelhássemos diante do Santíssimo.

Também minha mãe agia assim, nos tempos da perseguição. Certa vez salvou um sacerdote que fugia da polícia, nos Urais, para onde fora deportada. Quando mais tarde o padre precisou partir, minha avó, que estava muito doente, pediu à minha mãe que conseguisse com ele uma hóstia consagrada, para que pudesse receber a Santa Comunhão em seu leito de morte. O sacerdote respondeu: “Sim, deixarei com você uma hóstia consagrada, mas com a condição de que a administre com o maior respeito possível”.
Minha mãe então deu a Santa Comunhão à minha avó; para manipulá-la, vestiu um par de luvas novas, para não tocar a hóstia com as mãos. Não ousava tocar no Santíssimo Sacramento com as mãos, e por isso usou uma colher para administrá-lo.

Este sentimento era tão profundo e natural para nós, que ao ver as celebrações nas igrejas ocidentais, mais do que surpresos, sentimos uma dor no coração. Não julgo aqueles que recebem a Comunhão nas mãos: esta é uma outra questão, uma vez que se pode recebê-la desse modo, com o mesmo respeito e o mesmo amor. Refiro-me à situação objetiva em que a Santa Comunhão era distribuída; era inegável que tinha havido uma banalização – era como distribuir fatias de torta.

Este é o Senhor. Quando o Senhor ressuscitado apareceu às mulheres e estas o reconheceram, elas se ajoelharam. Caíram de joelhos e o adoraram.

E também os Apóstolos fizeram o mesmo quando o Senhor ascendeu ao Céu. Por que não deveríamos nós fazer o mesmo?

Eis o Senhor, realmente presente como tem sido há milênios na Igreja Católica. Por que deveríamos mudar isso?

(fonte ZENIT.org)

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