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segunda-feira, 14 de junho de 2010

O mercado da música católica paranaense

 
Cantor paranaense Márcio Cruz representou o Brasil em Sidney, na Austrália

Banda AUB: sucesso entre os jovens que teve início no Paraná e estendeu-se nacionalmente.

“Fazer o melhor com poucos recursos e a incredulidade de muitos”. Essa é a missão de um grande número de artistas católicos que investem na música para atrair fiéis, sobretudo jovens, à Igreja . Vidas dedicadas à fé e à música somam esforços para, com recursos mínimos, divulgar mensagens religiosas através da arte. A missão se torna mais difícil quando o reconhecimento é buscado no sul do Brasil, mais especificamente no Paraná.

As dificuldades que os artistas cristãos enfrentam para levar mensagens religiosas com recursos mínimos.


Há vinte anos, um trabalho de evangelização iniciado por Eraldo Mattos, coordenador de uma das maiores gravadoras católicas do Brasil, a CODIMUC, deu o ponta-pé inicial para a difusão da música católica no Brasil, com o lançamento de alguns LPs de artistas católicos. O que aconteceu foi uma experiência muito bem sucedida que rendeu a atenção curiosa da Igreja e a empolgação de um grande número de fiéis.


Ainda com pouco investimento, o cenário da música católica brasileira foi se expandindo e revelando artistas que hoje são nacionalmente reconhecidos, como Vida Reluz, Celina Borges, Walmir Alencar e Dunga. Em 1998, Padre Marcelo Rossi passou a utilizar os meios de comunicação em massa para propagar mensagens cristãs. Resultado: além do crescimento significativo de católicos praticantes, aconteceu uma inédita valorização dos artistas católicos no Brasil. Eraldo Mattos afirma que o fenômeno Padre Marcelo Rossi mostrou que o público consumidor de música secular anseia pelo espiritual. “Há um espaço, um segmento para a música católica, que passa a ser alimento para a saúde espiritual dos membros da igreja”.


A música católica cresceu potencialmente da década passada até hoje e tem revelado um grande número de artistas e grupos cristãos. No Paraná, a situação não é diferente. A cada ano, novos artistas são lançados e bem aceitos pela mídia local. Um momento marcante para música cristã-católica do Paraná foi quando o cantor e compositor paranaense Márcio Cruz foi escolhido para representar o Brasil cantando na Jornada Mundial da Juventude de 2008, que aconteceu Sidney, na Austrália.


Hoje o principal investimento das gravadoras é o público jovem. O músico Fabrício Augusto, vice-coordenador da comunidade católica Éfeta e líder da banda paranaense AUB (Anjos da Última Batalha) afirma que a Igreja tem respondido ao espaço que o jovem vem buscando dentro dela. “O principal foco é a busca do jovens. Existe uma grande iniciativa de gravadoras e a mídia católica está aí para somar e divulgar os trabalhos”.


As bandas cristãs, de uma forma geral, enfrentam uma série de complicações, mas quando estas são novas no mercado da música católica, a situação complica. As dificuldades vão desde competir com os grandes artistas da música secular, portando poucos recursos, até o desafio de passar a mensagem cristã com uma linguagem jovem e autêntica, que seja vivida verdadeiramente pelos membros. “A dificuldade financeira existe e competir com o que o mundo oferece, mas com recursos mínimos é um desafio. É uma batalha diária, mas o objetivo é fazer para Deus e fazer bem-feito.”, conta Fabrício.


A soma do investimento das gravadoras aliado à dedicação das bandas, porém, ainda não é suficiente para tornar a música católica paranaense suficientemente conhecida. O músico André Fernandes, integrante da banda católica paranaense Nicollaus revela que existe a dificuldade de qualquer artista ser reconhecido no mercado, mas quando segmenta-se o público, a dificuldade torna-se ainda maior.


“No Paraná, a visibilidade é pequena. Em outros estados, os artistas, tanto cristãos como não-cristãos, são mais facilmente reconhecidos”.
Um ponto bastante animador é o recente investimento de gravadoras não cristãs no meio católico. “As gravadoras fora do meio cristão investirem em artistas católicos prova a capacidade dos músicos. A música católica tem evoluído e fica de igual para igual com qualquer outra música”, finaliza André Fernandes.


Fonte: Blog do Gabriel Sestrem



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