Pesquisa personalizada

#MCC - Calmaria - Alexandre Privato

#MCC - Diego Fernandes - Sigo o Leão da Tribo de Judá

MCC - Músicos Cristãos Católicos recomenda:

terça-feira, 14 de julho de 2009

Músico e maturidade cristã

O músico, seja ele cristão ou os que atuam fora da Igreja, muitas vezes imaginam-se úteis e indispensáveis quando se trata de tocar o seu instrumento. Provavelmente, quando tecnicamente um Ministério ou uma banda tem a sua evolução coletiva, cada um tem a sua função específica em cada música. Porém, outros não tão evoluídos tecnicamente têm a tendência de depender de um ou outro músico para realizar solos que possam dar mais vida as músicas.

Os músicos que têm uma maturidade técnica, a vaidade fala mais alto, isto é, costumam ser um pouco exibidos, isto devido aos anos de vivência no seu aprendizado. Mas o que se deve ter em mente é que o músico nunca deve se sentir como um dos melhores e deve ter consciência que aparecerá alguém melhor do que ele. Quem nunca passou por essa experiência de gostar de mostrar-se o que aprenderam e quando algum leigo em música diz "esse toca muito!", logo o orgulho passa a tomar conta.

Existem dois exemplos típicos que se encontram tanto no meio cristão como no secular. O músico cristão sempre diz que quando toca, louva ao Senhor e o secular diz que é para sua satisfação pessoal. O músico secular sempre expressa o que acha, mas nem sempre se vê os verdadeiros sentimentos no músico cristão, infelizmente a realidade é esta.

Em minha caminhada de Ministério (10 anos), percebo o músico cristão, em alguns casos, decorar tudo certinho o texto que vai dizer a todos os membros da Igreja: "toco louvando ao Senhor!". Mas observando um pouquinho, vamos vê-lo executando o seu instrumento percebemos que ele também se satisfaz naquele momento, não (somente) em louvar a Deus, mas no prazer em tocar. Faz um verdadeiro "show" de demonstração de conhecimento e no fundo acha que está "abafando" e sua satisfação pessoal o impede de perceber isso.

Em outras ocasiões quer mostrar à equipe algum acessório novo que comprou, seja ele de guitarra, bateria ou contrabaixo, e seus recursos, mas acaba mostrando "pra Deus e pro mundo", exagerando nas demonstrações dos efeitos ou recursos nos ensaios e, conseqüentemente, nas missas, nos grupos de orações e nos demais eventos de nossa Igreja, fazendo com que a essência da música se perca e a espiritualidade vá pro esopaço. Parece uma criança que ganhou seu primeiro brinquedo ou uma bicicleta. Isso é uma ato típico do músico aprendiz que busca seu lugar no grupo.

O músico que está preparado tecnicamente e com longos anos de estrada, vê as limitações de cada um e as respeita. Ele age como um verdadeiro sábio deve agir, reconhecendo os defeitos e virtudes de cada um.

Já percebi que músico desse tipo nunca vai humilhar ou se vangloriar no seu instrumento diante do aprendiz, mas ensinará pequenas técnicas, porque ele sabe que sempre o aprendiz deverá reconhecer suas limitações na vivência com outros músicos.

Quando um grupo não está em harmonia e não não evolui coletivamente, existe um grande risco de criar-se uma dependência de uma ou duas pessoas do mesmo. Cria-se dependência em todos os aspectos, o que acaba gerando acomodação por parte dos de menor técnica. É isso que faz com que os mais técnicos acabem sendo imprescindíveis dentro do grupo.

É sempre bom lembrarmos que se sentirmos que somos imprescindíveis dentro do ministério de música é porque algo está errado. Em primeiro lugar, o único que deve ser imprescindível tem de ser Nosso Senhor Jesus Cristo e não nós. Devemos ser apenas instrumentos em Suas mãos.

Quando começamos a pensar que somos imprescindíveis, é porque ainda não amadurecemos e caímos em algumas tentações, como o da satisfação pessoal, que é gerada pelo prazer de tocar, pelo sentimento de sermos os melhores, que é gerado pela soberba resultante da nossa inexperiência de vida. O sentimento nos passa a perna e acaba gerando em nós plena barreira de louvar ao Senhor, porque ficamos preocupados achando que o momento não fluirá quando estamos ausentes. Nos sentimos como o pilar que sustenta a equipe e acabamos sentindo orgulho disso. E quando estamos com esse sentimento, acabamos gerando uma barreira entre o ministério e a assembléia (povo de Deus).

Nenhum comentário:

Grupos do Google
Participe do grupo MCC - Músicos Cristãos Católicos
E-mail:
Visitar este grupo

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...