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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Música para o louvor de Deus

Pesquisando na Bíblia sobre a música, percebemos que ela não traz especificado um capítulo exclusivamente sobre música. Para se ter um vislumbre do ponto de vista bíblico da música, é preciso recolher aos pedaços as informações ao longo do percurso da leitura. A música na Bíblia é sempre acompanhada de um evento. Tiramos a inteligente conclusão que ela não é vista como uma ocupação a ser conquistada por si mesma – tocar por tocar – simplesmente para a vaidade pessoal, mas ela sempre tem uma função específica. Sabemos que a música é a expressão de uma cultura e descobrimos que o desenvolvimento da música na Bíblia refletirá os vários estágios de desenvolvimento do povo de Israel.

Lendo o livro de Gênesis 4:21, bem no princípio descobrimos que o pai dos instrumentos musicais era Jubal, filho de Lameque, sete gerações depois de Adão. Ele inventou a lira (kinnor), e a flauta (ugav). Já o nome Jubal (yuval = chifre de carneiro) traz em si uma referência ao mais destacado dos instrumentos em Israel, a saber, o shofar (chifre de carneiro). Jubal tinha um irmão, Tubal-Cain, o qual é conhecido por nós como aquele que fabricava ferramentas de bronze e de ferro. Tem sido assumido, de forma geral, que ele provavelmente deve ter tentado construir os primeiros instrumentos de metal, tais como a trombeta. Lá na frente, na leitura do livro de Gênesis, o capítulo 31:27 relata a história da fuga de Jacó de Labão, e nos apresenta um instrumento adicional, o tamborim (tof). Ao mesmo tempo, o primeiro conjunto para execução de música na sociedade nos é apresentado: era costume enviar pessoas no caminho, celebrando com a execução de música e com júbilos.

Os instrumentos relatados até agora (com exceção da trombeta) eram típicos de um contexto nômade. Eles eram pequenos e portáteis, e fabricados com materiais encontrados facilmente no contexto geográfico e econômico do nomadismo: juncos, peles de animais, madeira, cascos de tartaruga, etc. Eram tocados ou como instrumentos solo ou usados para acompanhar o canto.

Além dos sinais e aclamações citadas ao longo das leituras, a Bíblia também menciona cânticos de triunfo (Êxodo 15:21) ou de vingança e lamentação (Gênesis 4:23-24), para acompanhar e guerra e a vitória. O livro de Números (21:14) faz inclusive referência a uma coleções de cânticos épicos, o “Livro das Guerras do Senhor”, que relata as vitórias do Senhor sobre os inimigos de Israel.

A recepção aos heróis daquela época era celebrada com cânticos, tocando tamborins e danças. Repetidamente encontramos cenas na Bíblia onde um grupo de mulheres ou moças celebra a vitória ou os vitoriosos desta forma: Miriam e as mulheres israelitas depois de cruzarem o Mar Vermelho (Êxodo 15); a filha de Jefté recebendo seu pai depois de sua vitória sobre os filisteus (Juízes 11:34), as jovens celebrando a vitória de Davi sobre Golias (I Samuel 18:6), etc.

A execução de música na Bíblia também está estritamente associada com cura e inspiração. Davi tocou harpa diante de Saul para acalmar seu espírito agitado (I Samuel 16:23) e o profeta Elias pediu para que tocassem diante dele para que recebesse inspiração (II Reis 3:15). Durante o período do nevi’im (o décimo século A.C.), vemos grupos de profetas vagueando pelo país tocando instrumentos, cantando, dançando e profetizando (I Samuel 10:5).

A música foi dada pelo próprio Deus para preencher um propósito educacional. Em Deuteronômio 31:19-22, o Senhor deu a Moisés a ordem para escrever um cântico e ensiná-lo aos filhos de Israel, com o propósito explícito de fazer com que Israel se lembrasse através daquele cântico aquilo que Deus havia feito por eles. Este evento também indica que, na mente do autor bíblico, o próprio Deus é a origem da música e do uso da música. Mas também delega a tarefa de transmitir este dom a indivíduos que sejam capazes de fazer bom uso dele. Deus deu instruções a Moisés para que escrevesse o cântico. E assim, até a data de hoje, Moisés é considerado como o patrono dos flautistas na tradição muçulmana, uma indicação de quanto ele deve ser reconhecido por suas habilidades musicais.

Música para louvar a Deus

Quando mais nos aprofundamos na leitura em busca do assunto desejado mais feliz ficamos e descobrimos, com a continuação, que a música no templo não era deixada a acontecer ao acaso. A solenidade do lugar e da ocasião é refletida no cuidado e atenção que era dada à organização da música no templo de Jerusalém.

Várias passagens no livro de I Crônicas a descrição de um quadro impressionante desta organização. Cerca de 4000 pessoas faziam parte desta academia (23:5), 288 dos quais eram profissionais (25:7) revezando-se no serviço do templo. Este texto nos fala sobre “eles e seus parentes, todos capazes e preparados para o ministério do louvor do Senhor”. Os músicos eram agrupados em várias categorias, de acordo com as suas especialidades: Asafe foi nomeado chefe dos músicos (16:5); Hemã era o responsável pelos que tocavam trombetas (16:42); Quenanias era o supervisor dos cantores” (15:22). Todos os três líderes usavam os címbalos para assinalar várias atividades ou mudanças de atividade, e estavam “sob a supervisão do rei” Davi (25:6), o qual havia se distinguido como compositor, autor, executante e construtor de instrumentos. De acordo com o Talmud, o treinamento acontecia até que os músicos alcançavam a idade de 25 ou 30 anos; então eles eram ativos profissionalmente até a idade de 50 anos. Outras tarefas incluíam a construção e manutenção de instrumentos. Salas específicas no templo acomodavam os instrumentos e as vestimentas apropriadas, e também serviam para alojar os músicos levitas que “dia e noite se dedicavam à sua própria tarefa” (9:33). Suas tarefas consistia em “ministrarem regularmente”, primeiro junto à arca, depois no altar, “de acordo com as prescrições para cada dia” (16:37). O propósito principal dos músicos do templo, então, era cantar Salmos para acompanhar os sacrifícios diários, e produzir música para outros dias e festividades especiais.

A idéia mais importante e central é que a música é uma atividade centralizada em Deus. Isto se torna claro não apenas quando verificamos expressões específicas dos Salmos, as quais são o núcleo da literatura litúrgica, mas também pelas próprias práticas de execução no templo.

Na leitura da maioria dos Salmos percebemos o fato acentuado de que a música não é executada para o deleite e entretenimento do músico ou da platéia, mas sim como uma homenagem dirigida a Deus. A razão de ser do músico na Bíblia é falar acerca de Deus e fazer música dirigida a Deus: “Senhor, quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas. Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Salmos 9:1-2; 27:6; 30:4; 81:1; 98:1; 105:1-3; etc.). A produção musical aqui é inteiramente focalizada em Deus.

O foco em Deus como o Receptor da música era expresso pelos músicos do templo até mesmo na forma como os músicos se dispunham. A Bíblia nos dá uma descrição detalhada de como os músicos faziam enquanto ministravam junto ao altar. Enquanto que hoje os músicos cantam olhando a congregação, em um gesto como se estivessem tocando e cantando para eles, na época do templo os músicos não ficavam voltados para a congregação, estavam de frente uns para os outros, de ambos os lados do altar: os levitas com as harpas e liras ficavam do lado oriental do altar (II Crônicas 5:12) e os sacerdotes com as suas trombetas ficavam do outro lado do altar. Enquanto os sacrifícios eram feitos, eles tocavam a sua música em direção à oferta, dando assim glória e honra exclusivamente a Deus.

Os líderes dos músicos no templo daquela época tinham a responsabilidade de ensinar a outros a arte da música. Fazendo assim, demonstravam a sua preocupação pela qualidade e pelas coisas bem feitas. Apenas o talento não era suficiente; ele precisava ser desenvolvido, refinado e levado à maturidade artística. Primeiro Crônicas 25:6, 7 fala sobre líderes que estavam sob a “supervisão” (al yad) de Davi, “todos capazes e preparados para o ministério do louvor do Senhor.” Música para o Senhor, de forma a agradar ao Senhor, tinha que ser preparada e executada de tal forma que fosse “digna” dEle.

A preocupação de alguns dirigentes de Ministérios de Música atualmente as vezes são um pouco exgeradas, a Bíblia não nos apresenta uma lista de músicas que seriam “boas” ou “más”. Também podemos ver os mesmos instrumentos (por exemplo, harpas e liras) sendo usados para propósitos sacros, bem como para ocasiões que foram reprovadas pelos profetas. De fato, o texto trata, predominantemente, com questões de direção e propósito da produção musical, associando-a com o belo, e nos dando claras instruções sobre como usá-la. Uma vez que este ponto esteja estabelecido - e nós compreendemos o modelo bíblico de música como sendo executada para Deus e agradável a Deus - a questão de “bom” ou “mau” torna-se ultrapassada.
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