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domingo, 11 de janeiro de 2009

Afinal, somos Ministros ou Artistas?

Uma matéria que escrevi nesse blog foi motivo de muitas críticas, minha caixa de e-mail só trazia reclamação de pessoas que leram e não gostaram. Acho democrático as reações negativa e positiva de qualquer indivíduo, afinal, não espero comentários floridos. Em razão dessa polêmica, gostaria de continuar um assunto em que eu muito me pergunto: Somos artistas ou ministros? Tudo isso é fruto de minhas novas reflexões sobre músicos e música e seu papel dentro da Igreja em louvores, encontros e missas as quais irei de compartilhar com vocês.

A nova era da música religiosa católica deveu-se ao movimento da Renovação Carismática Católica. A Igreja, ou melhor dizendo, os fiéis passaram a ter um novo fervor na fé, tudo embalado pelo som de bandas que a cada dia se multiplicavam dentro das capelas e Paróquias. A missa para ser "boa" tinha que ter uma banda.

Desde garoto sempre fui vidrado por música, lembro-me bem, meu pai, um evangélico fervoroso (ao contrário de mim, que sempre tive formação católica motivado pela minha mãe, levava discos, os famosos long plays que ele comprava com muito orgulho. Apesar de não gostar do estilo sempre procurei ouvir de tudo um pouco, pois música secular só no rádio, mesmo assim quando ele não estava presente. Hoje, passados tantos anos, o mundo mudou, o Brasil mudou e a música religiosa brasileira (tanto a católica quanto a evangélica) também mudou.

Músicos e compositores católicos foram surgindo, a medida em que o movimento crescia. Todos sonhavam em ser um Padre Marcelo, um Dunga, Valmir Valverde, entre tantos autores. Quem não sonhou em tirar idênticos a vida Reluz, Rosa de Sharon, Comunidade Recado, entre outros foram os que lideraram este rico movimento de música vocal cristã Católica que iniciou com garra, determinação e muita unção e prossegue ativamente até os dias de hoje.

A minha grande preocupação, hoje, é o esmero de muitos ministérios de música com a técnica, não quero dizer com isso que sou contrário a perfeição. É por que com a técnica geralmente vem a vaidade. A obesessão de alguns em gravar Cds é uma coisa assustadora. Tenho observado que existem muitos artistas independentes que sobrevivem da venda de paróquias, dioceses, capelas, encontros ou em livrarias católicas, em sistema de consignação.

O fato se não for bem orientado, se não tiver oração presente em todos os momentos do grupo pode afetar o ministério de música de maneira direta.

Estar na frente da assembléia está virando um palco de shows em vez de um santuário. Cada vez mais nossos músicos estão transformando nossos encontros em shows de música. Cada vez mais os esforços de evangelização de palestrantes e padres são precedidos de shows. Com palmas e manifestações de apreço, muitas vezes pela mensagem da música, mas na maioria das vezes pelo artista. Cada novo CD que um Ministério de Música produz existe uma preocupação em ter no repertório músicas para ser cantada em louvores e outra para divulgação em Rádios católicas, e muitos cds já não tem mais músicas apropriadas para louvores ou conversão.

Tem um capítulo na Bíblia, no Novo Testamento, onde relata que até Jesus foi tentado no deserto. Nós, como músicos, estamos no meio desta batalha terrível e precisamos ter discernimento para definir o que somos: Ministros ou Artistas. E cada dia que vai passando (são 10 anos de caminhada em ministério de música) percebo que somos tentados em diversos aspectos. Na música, é no desejo de vender bem, na vaidade de solos e acordes, poderia descrever um monte de pequenas armadilhas do inimigo. Uma das formas mais usadas para desacreditar o ministério da música tem sido a vaidade. Primeiro o inimigo leva o artista nas alturas pra contemplar lá do alto o que o mundo oferece e o artista cristão católico embevecido com o aplauso das multidões e fãs relaxa em seu contato diário com Jesus Cristo. Passar a agir como o apostólo São Pedro no episódio onde anda pelas águas. E esquece da dependência de Deus. E é nessa hora que o inimigo afunda os São Pedros artistas da vida (auto suficientes) com frustações, desonestidade, infidelidade, etc.

A nossa contribuição para o ministério de música é,
em primeiro lugar definir de que lado desta batalha estamos. Transformar os shows de música e feiras de vendas da porta da sua igreja, dos encontros em verdadeiros cultos de louvores a Deus e não culto a pessoa. O povo de Deus está precisando é de ministros e não de artistas ansiosos em vender seus produtos. Procure não cair na tolice de promover uma nova inquisição fazendo uma extensa lista de músicas que podem ou não podem, acordes que podem ou não podem, ou tentar selecionar os instrumentos que podem ou que não podem tocar na Igreja. Reze e peça que Deus conceda discernimento aos músicos. Lembre-se que um instrumento de percussão como a bateria bem tocado pode inspirar e cumprir um objetivo. Formem bandas para uso no louvor.

Não é a música, os instrumentos, os acordes, os arranjos, as combinações musicais, mas sim os músicos que vão fazer a diferença.

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