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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“DANÇA” LITÚRGICA - A LITURGIA “DANÇADA”

Imagem: Reprodução

Louvem seu nome com danças (Salmo 149,3); Louvai-o com dança e tambor...(Salmo 150,4)

No documento A Liturgia Romana e a Inculturação da Congregação para o Culto Divino (1994) lemos sob o n. 42 O Documento da Congregação para o Culto Divino A Liturgia Romana e a Inculturação; A 4ª Instrução para uma correta aplicação da constituição conciliar sobre a liturgia. O nº 42 fala precisamente da dança e vamos comentar A liturgia dançada é fruto direto da reforma litúrgica oriunda do Concílio Vaticano II na linha da inculturação. Após o Concílio, os africanos foram os primeiros a começar a dançar a liturgia. Em 1989, os Bispos do Brasil autorizam a dança na missa, com a aprovação do documento 43, Animação da Vida Litúrgica no Brasil (nn. 83, 207, 241) :

"Em certos povos, o canto é instintivamente acompanhado do bater de mãos, de movimentos ritmados e de passos de dança dos participantes”.

Pelo seu jeito natural de ser, certos povos costumam acompanhar o canto com gestos do corpo,
O canto é a referência fundamental. A dança, pois: bater das mãos, movimentos ritmados e passos de dança. Neste caso, acrescenta o documento, poderão fazer o mesmo na liturgia, não para fazer “show” mas como jeito cultural de orar e celebrar.

“Tais formas de expressão corporal podem ter lugar na ação litúrgica desses povos, na condição de serem sempre expressão de uma verdadeira e comum oração de adoração, de louvor, de oferta ou de súplica e não mero espetáculo"

Através do corpo e pelo corpo, a comunidade expressa louvor, adoração e súplica na liturgia. O texto inclui a dança como uma forma entre outras de expressão corporal. No caso da dança, não se trata evidentemente de introduzir danças de fora para dentro da liturgia, e sim de celebrar, não só com a voz do canto, mas também com o corpo e até movimentos ritmados de dança. É dançar a liturgia, é liturgia dançada; e não dança na liturgia!

a) faz parte do processo de inculturação, pois “Em certos povos, o canto é instintivamente acompanhado”, na visão mais ampla da participação do corpo na liturgia, “expressão corporal” que se dá através do bater das mãos, de movimentos ritmados do corpo e passos de dança.

Condições: ser oração comum: ou seja, um jeito de comunidade expressar a sua oração de louvor, adoração, oferta, súplica, mas também ação de graças, arrependimento, etc. A oração que brota do coração da comunidade se expressa pelo corpo e com o corpo. É a liturgia dançada, é dança ritual quando o próprio rito é dançado. É a celebração litúrgica com uma expressão nova mais inculturada e não” mero espetáculo” na liturgia. Em e se prepara para exercer esse serviço Para ajudar a assembléia, em geral existe uma equipe pode que exercer o ministério da dança litúrgica. Para tanto, é claro, necessita uma formação específica: a) teórica: e de estudo: princípios de liturgia e dança, leitura orante iniciação à espiritualidade bíblica e litúrgica, sentido e princípios de liturgia e de dança, reflexão sobre dos textos da liturgia para entrar com o corpo na espiritualidade do domingodo. b) prática: escolha/criação ou adaptação de passos que vão ajudar a comunidade a celebrar a partir das músicas escolhidas pela equipe de liturgia; ensaio e avaliação. Antes da celebração, há que se fazer um último ensaio em clima de oração.

É desejável que os componentes deste ministério usem uma veste própria: distingue e acrescenta um ‘toque’ especial à beleza da celebração. Pode ser o tipo bata colorida até os joelhos, usada por cima das vestes tanto por homens quanto mulheres (as mulheres usam uma saia longa debaixo). Outros preferem vestes longas, dançar descalços etc.

Na Eucaristia, as procissões de entrada, evangelho e ofertas são momentos naturais para passos ritmados, enquanto que o Glória, Santo, Rito penitencial e Salmo responsorial permitem outro tipo de expressão oracional dançada.

Encontramos hoje dois estilos principais de dança litúrgica com variantes. 1. Os passos, os gestos das mãos e do corpo visam, sobretudo, acompanhar o ritmo da música. A inspiração vem das danças das culturas tradicionais, danças de grupo, repetidas, mais rituais. É o jeito de dançar na África e na Ásia, dos grupos indígenas, das danças folclóricas etc...

Por ser um ministério litúrgico, os integrantes deveriam participar da celebração em lugar adequado na assembléia ou no presbitério, de onde sairiam apenas nos momentos previstos. Evitar entrar só para dançar e sair em seguida (para a sacristia), à maneira de figurantes.

Quando dançar na missa? Os momentos mais adequados são 1º nas procissões rituais da entrada dos ministros, da aclamação ao Evangelho levado ao ambão, na procissão das ofertas e, eventualmente,durante a saída dos ministros; 2º no Glória e no Santo 3º em outros momentos: rito penitencial, salmo, como meditação após a comunhão etc.

Estilos de dança. Olhando a prática da dança litúrgica em diversos países, aparecem duas linhas principais com ramificações:
1. Passos inspirados da cultura tradicional. É o modo característico de África dançar e que o texto analisado acima tem em vista. Passos e movimentos ritmados do corpo com gestos das mãos acompanham o do ritmo de acordo com a cultura local. Podem ser danças em duas fileiras com passos simples, repetidos, sincronizados onde todos fazem a mesma coisa. No contexto do Nordeste, danças regionais, como ciranda, maracatu, xaxado etc., podem servir de inspiração para adaptar os passos à liturgia. A experiência de grupos negros, com inspiração nas congadas, afoxé ou ritos afro, parece favorecer uma dança menos sincronizada, cada participante dança do jeito que lhe parece melhor ao ritmo da música.

2. Passos e gestos procuram expressar o sentido do canto. A inspiração de base vem da. dança clássica ou contemporânea. Está mais presente na América do Norte, também em igrejas evangélicas. É uma Os coreografia mais elaborada, pensada para comunicar sentimentos, teatral. Pode até exigir uma formação mais profissional de bailarino(a) e sapatilhas. Uma variante no Brasil é a “é o que chamamos de expressão corporal” usada também com crianças. A coreografia simples, sem gestos rebuscados que não exige treinamento muito complicado, e procura dar expressão plástica a um Salmo, um Rito penitencial, etc. uma parábola bíblica com fundo musical a um canto etc. e emoções.

Tem grande força de comunicação, porque participa de critérios mais teatrais onde se busca diretamente passar emoções e sentimentos, o que não existe, da mesma maneira, nas danças tradicionais. Existe uma expressão corporal ainda bem mais simples, também bastante difundida quando a assembléia acompanha, apenas com alguns gestos, a letra dos cantos. Ajuda muito na participação ativa, especialmente com assembléias de crianças.

Conclusão.

A Dança litúrgica é uma possibilidade que exige discernimento e prudência pastoral, pois não temos ainda tradição de dançar a liturgia. A dança, ou mesmo a escolha de novos passos, pode criar resistência numa comunidade e levantar críticas. É preciso escutar, respeitar as sensibilidades religiosas, a formação das pessoas ter a humildade de reconhecer os erros para procurar fazer melhor. Se a dança for capaz de expressar interioridade a beleza, ajudará a celebrar melhor abrindo os corações para o mistério de Cristo que se faz presente nos sinais da celebração.

Fonte: Formação Litúrgica em Mutirão - CNBB Rede Celebra - Revista de Liturgia

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